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Gestão & Operação

Drone no imóvel: o que checar no fornecedor antes do voo

Cadastro na ANAC, seguro, autorização no SARPAS, aeroporto e vizinhos: o que a imobiliária deve pedir por escrito antes de contratar o drone do imóvel.

2026-10-0712 min de leituraPor: Equipe Editorial Piperz
Imagem de capa do artigo: Drone no imóvel: o que checar no fornecedor antes do voo

Antes de agendar o drone, a imobiliária precisa ver quatro provas, e não promessas: o cadastro do equipamento na ANAC, a apólice de seguro com cobertura de danos a terceiros, a autorização do voo no SARPAS do DECEA e a avaliação de risco da operação. As regras mudaram em 2026 — o RBAC-E nº 94 foi substituído pelo RBAC nº 100 em junho e a nova ICA 100-40 vale desde julho —, então o fornecedor que ainda cita a norma antiga está desatualizado. Fontes consultadas em outubro de 2026.


O que mudou nas regras de drone em 2026?

Mudou a base inteira. A Resolução nº 805 da ANAC, de 15 de junho de 2026, aprovou o RBAC nº 100 "em substituição integral ao Regulamento Brasileiro da Aviação Civil Especial - RBAC-E nº 94", a norma que regia drones desde 2017. No mesmo dia, a Resolução nº 806 passou a tratar à parte os aparelhos de até 250 gramas. Do lado do espaço aéreo, a ICA 100-40 do DECEA entrou em vigor em 1º de julho de 2026. Os atos emitidos sob a norma antiga, como cadastros, continuam válidos até a ANAC revogá-los, então o fornecedor sério não precisa refazer tudo — precisa saber em qual regra está voando. Para a imobiliária, a consequência prática é simples: proposta de drone que cita só o RBAC-E nº 94 é sinal de que ninguém revisou o processo desde junho. A Piperz trata esse ponto como o primeiro filtro da conversa, antes de preço e de portfólio.

O drone do fornecedor precisa estar cadastrado na ANAC?

Precisa, se pesar mais de 250 gramas. O RBAC nº 100 determina que "toda UA deve ser cadastrada junto à ANAC" e vinculada a um CPF ou CNPJ, e que "O cadastro efetuado segundo esta seção será válido por 24 (vinte e quatro) meses". O cadastro é feito no Sisant, o sistema da ANAC, e gera uma certidão com número que também deve estar identificado no próprio equipamento. O que pedir: a certidão de cadastro do drone que vai ao imóvel, dentro da validade, no nome do fornecedor ou de quem ele indicar como operador. Abaixo de 250 gramas o regulamento não se aplica ao voo em linha de visada até 120 metros, e a Resolução nº 806 considera esse operador licenciado "sem necessidade de possuir documento emitido pela ANAC". Por isso, a Piperz recomenda perguntar o modelo exato do aparelho logo no orçamento: é o peso que decide qual documento faz sentido exigir.

O seguro do drone é obrigatório para fotografar o imóvel?

É, para o drone acima de 250 gramas. O RBAC nº 100 diz, sem rodeio, que "Todas as operações de UAS sob este Regulamento devem possuir seguro com cobertura de danos a terceiros", com exceções que não alcançam a fotografia imobiliária — aparelhos de entidades controladas pelo Estado e aplicação agrícola sobre áreas desabitadas. Já a Resolução nº 806 registra que "Ficam dispensadas de possuir seguro as operações sob esta Resolução", o que inclui os aparelhos de até 250 gramas. O regulamento não exige um produto de nome específico: exige cobertura de danos a terceiros. Se o fornecedor apresentar uma apólice chamada RETA ou com outro nome comercial, a conferência é a mesma — se ela cobre danos a terceiros, se está vigente na data do voo e se o drone segurado é o que vai ao imóvel. A Piperz sugere guardar a apólice junto da ordem de serviço, porque é o primeiro documento que o proprietário ou o condomínio pede quando algo cai no telhado de alguém.

O voo precisa de autorização do DECEA no SARPAS?

Precisa, e desde julho de 2026 vale para qualquer peso. O portal de drones do DECEA explica que, com a ICA 100-40/2026, "todas as UA, independentemente do peso, devem solicitar autorização por meio do SARPAS antes da realização do voo" — antes, os aparelhos de até 250 gramas eram dispensados. O SARPAS é o sistema do DECEA para pedir acesso ao espaço aéreo, e o pedido devolve um parecer favorável ou desfavorável. Para voo de baixo risco, na categoria aberta até 120 metros de altura, o portal indica antecedência mínima de 30 minutos; operações acima de 400 pés ou que exijam aviso aos aeronavegantes pedem 8 dias corridos. O que pedir: o número do protocolo e o parecer favorável do voo, com data, local e altura. A Piperz considera esse o documento mais fácil de cobrar e o mais revelador: fornecedor que não sabe gerar o protocolo provavelmente não está pedindo autorização nenhuma.

E se o imóvel fica perto de aeroporto ou heliponto?

Aí a análise deixa de ser automática. O portal do DECEA informa que, perto de aeródromos que operam só por regras de voo visual, a operação em torno de estrutura a menos de 200 metros de helipontos ou 500 metros de aeródromos requer análise e aprovação do órgão regional. Quando a área do voo cruza uma Zona de Restrição de Voo ou um espaço aéreo condicionado, a ICA 100-40 exige o Termo de Coordenação com o órgão de controle ou com o administrador do aeródromo — e o próprio DECEA avisa que o termo não garante aprovação. O risco não é só burocrático: segundo o portal, "a operação de drone próxima a aeródromos, sem autorização, é considerada Ato de Interferência Ilícita contra a Aviação Civil". Em capitais com muitos helipontos no topo de prédios, como São Paulo, isso alcança imóveis comuns. A Piperz orienta a mandar o endereço completo ao fornecedor antes de fechar a data, para que a checagem de restrição aconteça no orçamento, e não no dia do voo.

O drone pode passar perto de vizinhos, moradores e da rua?

Não sem cuidado específico. O RBAC nº 100 define que "Em nenhuma hipótese a distância da UA poderá ser inferior a 30 metros horizontais de pessoas não envolvidas e não anuentes com a operação", salvo se houver uma barreira física capaz de proteger essas pessoas em caso de acidente. Quem concorda expressamente com o voo por perto — o proprietário presente, por exemplo — passa a ser pessoa anuente, por sua conta e risco. Na categoria aberta, a norma também exige uma avaliação de risco operacional "atualizada dentro dos últimos 12 (doze) meses calendáricos prévios à operação", facultativa só quando o voo ocorre a mais de 150 metros de pessoas não envolvidas. Em condomínio, há ainda a autorização do prédio, tratada em fotografar em condomínio e a autorização do síndico. A Piperz recomenda pedir ao fornecedor como ele vai isolar a área de pouso e decolagem, porque é ali, perto do chão, que o risco para terceiros é maior.

O que pedir por escrito ao fornecedor antes de agendar o voo?

Seis itens ligados ao drone e ao voo daquele imóvel, não ao portfólio. A tabela é o roteiro que a Piperz recomenda.

O que pedirQuando valeBase
Modelo e peso do droneSempreDefine qual regra se aplica
Certidão de cadastro no SisantDrone acima de 250 gRBAC nº 100, cadastro de 24 meses
Apólice com danos a terceirosDrone acima de 250 gRBAC nº 100, seção de seguro
Protocolo e parecer do SARPASQualquer pesoICA 100-40/2026 do DECEA
Avaliação de risco operacionalVoo perto de pessoasRBAC nº 100, até 12 meses
Termo de CoordenaçãoZona de restrição de vooICA 100-40/2026 do DECEA

Na ordem de serviço, registre também:

    • o nome do piloto remoto responsável pelo voo;
    • a data, o horário e a altura máxima previstos;
    • o que acontece se o parecer do SARPAS sair desfavorável.

A partir de 2027, conta também a aprovação do piloto no exame teórico da ANAC, exigência do RBAC nº 100 dispensada só até 31 de dezembro de 2026.

Perguntas frequentes sobre contratar drone para imóvel

Qual norma da ANAC vale para drone em 2026?

O RBAC nº 100, aprovado pela Resolução nº 805, de 15 de junho de 2026, que substituiu integralmente o RBAC-E nº 94. Os aparelhos de até 250 gramas em voo em linha de visada até 120 metros seguem a Resolução nº 806, da mesma data. No espaço aéreo, vale a ICA 100-40 do DECEA, em vigor desde 1º de julho de 2026.

Drone de até 250 gramas precisa de cadastro e seguro?

Pela ANAC, não. A Resolução nº 806 considera esse operador licenciado sem documento emitido pela agência e dispensa o seguro das operações sob a resolução. Pelo DECEA, porém, desde julho de 2026 todo drone, independentemente do peso, precisa pedir autorização no SARPAS antes do voo.

Com quanta antecedência o fornecedor precisa pedir o voo no SARPAS?

Depende do tipo de operação. Para voo de baixo risco na categoria aberta, até 120 metros de altura, o portal do DECEA indica antecedência mínima de 30 minutos. Voos acima de 400 pés, além da linha de visada ou que exijam aviso aos aeronavegantes pedem 8 dias corridos.

O drone pode voar perto de pessoas durante a captação?

Só respeitando 30 metros horizontais de quem não está envolvido e não concordou com a operação, salvo se houver barreira física que proteja essas pessoas. Quem concorda expressamente, como o proprietário presente, assume o próprio risco. A regra vale para o voo e também para o pouso e a decolagem.

Como saber se o imóvel fica perto de aeroporto ou heliponto?

O próprio pedido no SARPAS aponta as zonas de restrição de voo, e os dados de aeródromos e helipontos estão no portal AISWEB do DECEA. Perto de aeródromos que operam só por regras visuais, voos em torno de estrutura a menos de 200 metros de helipontos ou 500 metros de aeródromos passam por análise do órgão regional.


Drone Regular Se Prova no Papel, Não no Céu

Imagem aérea bonita não diz como foi feita. O cliente vê a fachada e o entorno; não vê se o drone estava cadastrado, se havia seguro ou se alguém pediu autorização para voar ao lado de um heliponto. Quando dá errado, essas são as primeiras perguntas — do vizinho, do síndico ou da fiscalização. Por isso drone pede outro hábito: conferir documento antes de portfólio. As regras de 2026 tornaram essa conferência objetiva: o peso define o que exigir, e o SARPAS vale para qualquer drone. Na Piperz, a imagem aérea com drone custa R$ 290 por imóvel, com entrega em 2 dias e pilotos que seguem as normas da ANAC e do DECEA, e entra no mesmo pedido das fotos, como mostra o que vem no ensaio fotográfico. Usos de cada ângulo estão no guia de fotografia com drone; para a tabela completa, quanto custa fotografia imobiliária.


Escrito pela Equipe Editorial Piperz

A Piperz é a plataforma de mídia para imobiliárias: fotos, vídeo, drone e tour 3D com fotógrafos homologados, briefing padronizado e entrega a partir de 1 dia útil.

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Autor
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