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Mídias & Conversão

O que o comprador olha num anúncio de imóvel

Fotos 83%, descrição 79%, planta baixa 57%, vídeo 29%. A ordem do que o comprador considera útil num anúncio — e o que ela muda no seu pedido de mídia.

2026-09-1011 min de leituraPor: Equipe Editorial Piperz
Imagem de capa do artigo: O que o comprador olha num anúncio de imóvel

Existe uma ordem, ela é pública e quase nunca é a ordem do orçamento. O relatório geracional de 2025 da National Association of Realtors pergunta a compradores quais recursos de um site de imóveis são muito úteis: fotos ficam em 83%, descrição detalhada em 79% e planta baixa em 57% — à frente do contato do corretor, do tour virtual e do vídeo. Quem monta pedido de mídia por impressão costuma inverter essa lista. Fontes consultadas em setembro de 2026.


O que o comprador realmente valoriza num anúncio?

Duas coisas, empatadas e muito à frente do resto. No relatório geracional de 2025 da National Association of Realtors, entre os compradores que usaram a internet, 83% classificam as fotos como muito úteis e 79% dizem o mesmo da descrição detalhada do imóvel. O terceiro colocado já cai para 57%. Da metade da tabela para baixo estão recursos que costumam consumir mais atenção do que valem: mapa interativo com 30%, vídeo com 29%, visita virtual agendada com 10% e conteúdo editorial do portal com 5%. A Piperz usa essa ordem como régua de pedido porque ela é chata na direção certa — o que decide o anúncio é o básico bem feito, não o formato mais novo. Vale lembrar que a lista mede utilidade percebida no portal, não venda: quem quiser o outro lado encontra em o imóvel que gera o lead nem sempre fecha a venda.

Por que a planta baixa aparece à frente do contato do corretor?

Porque ela responde à pergunta que a foto não responde: como os ambientes se conectam. No mesmo levantamento, a planta baixa marca 57% de utilidade percebida, contra 47% do contato do corretor e 41% do tour virtual. O comprador quer saber se a cozinha abre para a sala, se o quarto do fundo cabe uma cama de casal e onde fica a área de serviço — e isso é planta, não ângulo. Para a Piperz é a linha de mídia com a maior distância entre o que custa e o que entrega: a planta sai por R$ 149, abaixo do ensaio, e ocupa o terceiro lugar da lista de utilidade. Os dois materiais sobre o assunto estão em legenda de planta baixa, que explica o que precisa aparecer no desenho, e em planta humanizada ou planta de engenharia, que separa os dois produtos.

Sala de apartamento com painel de TV e janela ampla, vista do enquadramento usado na foto de capa

Sala de apartamento com painel de TV e janela ampla, vista do enquadramento usado na foto de capa

Vídeo e tour 3D valem menos do que parecem?

Dentro do anúncio do portal, sim — e o dado é desconfortável para quem vende mídia. Tour virtual aparece com 41% e vídeo com 29% de utilidade percebida, atrás de fotos, descrição e planta. A leitura honesta não é que os dois não servem: é que eles não são recursos de portal. O vídeo trabalha onde o comprador ainda não está procurando imóvel — redes sociais e WhatsApp, no repasse do corretor —, e o tour 3D trabalha como filtro de visita, encurtando a agenda de quem já demonstrou interesse. Nenhum dos dois compra o clique inicial na listagem; os dois primeiros itens da lista compram. Tratar tour e vídeo como substitutos de foto e descrição é gastar mais para disputar pior a única tela em que o comprador ainda não decidiu nada. A Piperz vende os quatro formatos e prefere dizer isso na ordem certa: vídeo imobiliário entra depois que foto e descrição estão resolvidas, não no lugar delas.

O portal exige o que o comprador valoriza?

Não, e a distância é maior do que parece. A página de campos obrigatórios do ZAP Imóveis fixa o piso da imagem: "Necessário o envio de no mínimo 3 fotos que estejam no padrão estabelecido, ou seja, no tamanho máximo de 7Mb e ser no formato jpg." Para o texto, a mesma página diz: "O campo descrição deve ter entre 0 e 3000 caracteres." Ou seja, o portal aceita publicar um anúncio com descrição vazia — enquanto 79% dos compradores classificam a descrição detalhada como muito útil. O mínimo do portal não é o padrão do comprador, e confundir os dois produz o anúncio que passa na validação e morre na listagem. A Piperz trata a especificação do portal como piso e a lista de utilidade como meta; o levantamento de quantas fotos usar por anúncio está em quantas fotos um anúncio de imóvel precisa.

Onde a busca começa e o que isso muda na captação?

Começa na tela, e quase metade das vezes sem corretor nenhum. O relatório registra o primeiro passo do comprador: 43% procuram imóveis on-line antes de qualquer outra coisa, contra 21% que contatam um corretor primeiro. E o levantamento das fontes usadas na busca mostra 69% recorrendo a celular ou tablet. Isso muda o que a imobiliária precisa exigir da captação: a primeira avaliação do imóvel acontece numa tela de telefone, com o polegar rolando uma lista de capas parecidas. Foto escura, torta ou com o ambiente errado na capa perde o anúncio antes que qualquer argumento comercial exista. A Piperz padroniza a captação por esse cenário — enquadramento, ordem dos ambientes e correção de linhas pensados para leitura em tela pequena, não para impressão. Na prática isso significa decidir a foto de capa pensando em como ela aparece reduzida na listagem, e não em como ela fica bonita aberta em tela cheia: são dois enquadramentos diferentes, e só um deles ganha o clique.

Como montar o pedido de mídia nessa ordem?

De cima para baixo, e sem pular etapa. Primeiro, foto profissional em todos os imóveis novos, porque é o item que o comprador mais usa e o único que aparece antes do clique. Segundo, descrição detalhada de verdade, aproveitando os 3000 caracteres que o portal libera em vez dos 200 de sempre. Terceiro, planta baixa nos imóveis em que a distribuição é o argumento — apartamento compacto, sobrado, imóvel com metragem incomum. Só depois vídeo e tour, nos imóveis que puxam a vitrine. A Piperz entrega os quatro no mesmo pedido, o que evita a operação de contratar cada um em fornecedor diferente e descobrir na publicação que os arquivos não conversam. Vale medir o efeito de cada degrau antes de subir o próximo, comparando anúncios parecidos na mesma faixa e no mesmo período — sem isso, a ordem vira preferência de quem decide, e não decisão apoiada em dado. Os valores de cada linha estão em quanto custa fotografia imobiliária.

Perguntas frequentes sobre o que o comprador olha num anúncio

Qual recurso do anúncio o comprador considera mais útil?

As fotos, com 83% de menções como muito útil entre compradores que usaram a internet, segundo o relatório geracional de 2025 da National Association of Realtors. A descrição detalhada vem logo atrás, com 79%. A Piperz trata os dois como o piso obrigatório de qualquer anúncio, antes de qualquer formato adicional.

Planta baixa vale mais que vídeo num anúncio de imóvel?

Como recurso do anúncio, o dado diz que sim: planta baixa marca 57% de utilidade percebida contra 29% do vídeo. Isso não anula o vídeo, que atua fora do portal, em redes sociais e no repasse por WhatsApp. Para a Piperz, são funções diferentes na mesma carteira.

O dado é brasileiro?

Não. O relatório é da National Association of Realtors e mede o comprador americano. A Piperz cita porque não existe levantamento brasileiro público equivalente sobre utilidade percebida de recursos de anúncio; a ordem serve como referência de prioridade, não como número do mercado local.

O portal obriga a preencher a descrição do anúncio?

No ZAP Imóveis, não: a página de campos obrigatórios estabelece que a descrição pode ter entre 0 e 3000 caracteres. A Piperz alerta que publicar sem texto atende o portal e ignora 79% dos compradores, que classificam a descrição detalhada como muito útil.

Por onde o comprador começa a busca?

Pela internet, na maioria dos casos: 43% dos compradores procuram imóveis on-line como primeiro passo, contra 21% que procuram um corretor. A Piperz usa esse dado para justificar padrão de captação pensado para leitura em celular, que é o aparelho de 69% de quem busca.

A Ordem É Pública, o Orçamento É Que Inverte

O que chama atenção nessa lista não é nenhum item isolado: é a distância entre ela e a conversa que a imobiliária costuma ter sobre mídia. Fotos e descrição somam a atenção de oito em cada dez compradores e quase nunca são o assunto da reunião; tour e vídeo, que aparecem na metade de baixo, ocupam a maior parte dela. Corrigir isso não custa mais dinheiro — custa ordem. Comece garantindo foto profissional e descrição completa em 100% dos anúncios novos, acrescente planta onde a distribuição é o argumento e reserve vídeo e tour para os imóveis que puxam a vitrine. É assim que a Piperz monta a entrega, na linha Foto Pro a R$ 95 no avulso e R$ 64 por imóvel na assinatura, com edição incluída, prazo de 1 dia útil (D+1) e a mesma especificação em 8 praças com fotógrafos homologados.

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Autor
Equipe Editorial Piperz

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