No anúncio pago, a foto do imóvel faz um trabalho diferente do que faz no portal. No portal, quem vê já está procurando imóvel; no feed, a imagem precisa interromper a rolagem de quem não estava procurando. Por isso a escolha muda: vale a foto que se lê em formato vertical, com o assunto no centro e espaço livre para os elementos da plataforma. Abaixo, as proporções que Meta e Google pedem, o que o recorte faz com a foto horizontal e os limites legais da imagem. Fontes consultadas em outubro de 2026.
Qual foto do imóvel usar em anúncio pago?
A que se entende em meio segundo, num celular, sem legenda. No portal, a sequência de fotos conta a história do imóvel e o interessado navega por ela; no anúncio pago, quase sempre há uma imagem só, ou um carrossel em que a primeira decide se as outras serão vistas. Três critérios ajudam a escolher. O primeiro é um assunto por foto: a sala integrada com a varanda funciona melhor que a fachada inteira vista da calçada. O segundo é o assunto no centro, porque cada posicionamento corta a imagem de um jeito. O terceiro é contraste com o feed: ambiente claro, com luz natural, aparece mais do que um ambiente escuro com detalhe fino. Na Piperz, o ensaio de fotos entrega de 30 a 60 fotos tratadas por imóvel, o que dá margem para separar uma foto de abertura para o portal e outra para o anúncio, em vez de forçar a mesma imagem nos dois lugares.
Quais proporções de imagem o Meta e o Google pedem?
Cada plataforma publica a sua especificação, e a imagem que não segue a proporção é cortada ou recebe faixas. A tabela resume o que está nas páginas oficiais de especificação de anúncios da Meta e de recursos de Demand Gen do Google Ads, consultadas em outubro de 2026.
| Posicionamento | Proporção | Resolução recomendada | Limite de arquivo |
|---|---|---|---|
| Feed do Facebook (Meta) | 4:5 | 1.440 × 1.800 px | 30 MB |
| Stories do Instagram (Meta) | 9:16 | 1.440 × 2.560 px | 30 MB |
| Demand Gen, paisagem (Google) | 1,91:1 | 1.200 × 628 px | 5 MB |
| Demand Gen, quadrada (Google) | 1:1 | 1.200 × 1.200 px | 5 MB |
| Demand Gen, retrato (Google) | 4:5 | 960 × 1.200 px | 5 MB |
O Google recomenda subir três imagens de cada proporção. A Piperz sugere separar as fotos do anúncio já no dia da entrega, antes de alguém recortar às pressas no celular.
O que acontece com a foto horizontal do portal no formato 4:5 ou 9:16?
Ela perde as laterais. A foto de portal costuma ser horizontal, porque é assim que o ambiente cabe inteiro, e a galeria dos portais exibe nesse formato. Quando essa imagem vira 4:5, sobra o miolo; quando vira 9:16, sobra uma faixa estreita do centro. Se o que vende o ambiente está na borda — a janela com vista à direita, a bancada da cozinha à esquerda —, o recorte elimina justamente o argumento. Há duas saídas. A primeira é escolher, entre as fotos do ensaio, as que têm o assunto principal no centro e continuam legíveis cortadas. A segunda é combinar com o fotógrafo, no briefing, algumas fotos verticais dos ambientes que vão para campanha, como a sala, a varanda e a área de lazer do condomínio. A Piperz recomenda testar o recorte antes de subir: abra a foto no celular, cubra as laterais com os dedos e veja se o ambiente ainda se explica sozinho.
Texto em cima da foto ajuda ou atrapalha o anúncio do imóvel?
Atrapalha quando ocupa a área que a plataforma cobre. Nos Stories do Instagram, a própria Meta orienta a deixar "cerca de 14% da parte superior, 35% da parte inferior e 6% de cada lado do ativo sem texto", porque ali ficam o ícone do perfil e o botão de chamada para ação. Preço, metragem e bairro escritos nessas faixas somem atrás da interface. Há também uma razão prática: a foto com texto vira peça de uma campanha só e não volta para o portal, onde as regras proíbem identificação dentro da imagem, como mostra o post sobre logo e telefone na foto do imóvel. A Piperz recomenda manter a foto limpa e pôr preço, bairro e metragem no texto do anúncio e no título, que são campos próprios para isso. Se a campanha pedir arte com texto, a arte deve ser uma cópia da foto, nunca o arquivo original do ensaio.
O anúncio pago precisa mostrar o número do CRECI?
Precisa. O artigo 20, inciso IV, da Lei 6.530/78 proíbe "fazer anúncio ou impresso relativo à atividade de profissional sem mencionar o número de inscritos", e a Resolução-COFECI 1.065/2007 estende a regra "para qualquer tipo de divulgação publicitária ou documental utilizada pela pessoa física ou jurídica". Anúncio impulsionado no Instagram, no Facebook ou no Google é divulgação publicitária, e não há exceção para mídia paga. O número não precisa estar dentro da foto — e é melhor que não esteja, pelas razões do tópico anterior. Ele cabe no texto principal, na descrição ou na própria página de destino, desde que a peça como um todo cumpra a regra de forma e tamanho, detalhada em onde o número do CRECI precisa aparecer. A Piperz entrega as fotos sem nenhum dado gravado na imagem justamente para que a mesma foto sirva ao portal, ao site e à campanha, e a identificação fique no campo de texto de cada canal.
A foto do anúncio pago precisa ser do próprio imóvel?
Precisa, e pelo mesmo motivo que no portal. O Código de Defesa do Consumidor, no artigo 30, diz que a publicidade "obriga o fornecedor que a fizer veicular ou dela se utilizar e integra o contrato que vier a ser celebrado". O artigo 37 proíbe a comunicação "capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade" do produto. Na mídia paga a tentação é maior: usar a foto do decorado para vender a unidade, uma imagem de banco para "representar" o bairro ou a foto mais bonita de outro imóvel da carteira para gerar contato. O anúncio pode até gerar o contato, mas quem chega por ele chega esperando o que viu, e a visita desfaz a promessa. A linha entre mobiliar um ambiente vazio e alterar o imóvel está em foto de imóvel gerada por IA é propaganda enganosa?. Na Piperz, o ensaio é sempre do imóvel anunciado, sem alteração de estrutura, medida, vista ou estado de conservação.
Como pedir o ensaio já pensando na campanha paga?
Acrescentando ao briefing o que a campanha vai usar, antes da captação, e não depois. Uma lista curta resolve:
- Quais imóveis vão para mídia paga: normalmente lançamentos, alto padrão e o imóvel que precisa girar rápido;
- Quais ambientes viram anúncio: dois ou três, não o imóvel inteiro;
- Fotos verticais desses ambientes, além das horizontais do portal;
- Assunto centralizado, com respiro no alto e embaixo para os Stories;
- Arquivo em alta, para exportar cada proporção sem perder qualidade.
O resto é escolha de quem monta a campanha. O que não dá para fazer depois é fotografar de novo porque nenhuma imagem do ensaio aguenta o recorte. Na Piperz, a linha Foto Pro custa R$ 95 por imóvel no avulso e R$ 64 por imóvel na assinatura, com edição incluída e entrega em 1 dia útil (D+1) — o que permite que a campanha entre no ar na mesma semana da captação. A tabela completa está em quanto custa fotografia imobiliária.
Perguntas frequentes sobre foto de imóvel em anúncio pago
Posso usar no anúncio pago a mesma foto do portal?
Pode, desde que ela continue legível no recorte do posicionamento. A foto horizontal do portal perde as laterais em 4:5 e quase tudo em 9:16. Se o assunto do ambiente estiver no centro, ela funciona; se estiver na borda, escolha outra foto do ensaio ou peça fotos verticais no briefing.
Qual o tamanho da imagem para anúncio de imóvel no Instagram?
Pelas especificações da Meta consultadas em outubro de 2026, o Feed do Facebook recomenda 4:5 em 1.440 × 1.800 px e os Stories do Instagram, 9:16 em 1.440 × 2.560 px, em JPG ou PNG de até 30 MB. Nos Stories, a Meta orienta deixar livres de texto cerca de 14% do topo, 35% da base e 6% de cada lado.
O anúncio pago de imóvel precisa ter o CRECI?
Sim. A Lei 6.530/78 proíbe anúncio relativo à atividade sem o número de inscrição, e a Resolução-COFECI 1.065/2007 aplica a regra a qualquer tipo de divulgação publicitária. O número pode ficar no texto do anúncio ou na página de destino, e não precisa estar gravado na foto.
Posso usar foto do decorado para anunciar a unidade?
Só se o anúncio deixar claro que se trata do decorado. O Código de Defesa do Consumidor vincula a oferta ao que a publicidade mostra e proíbe a comunicação capaz de induzir o consumidor a erro sobre as características do produto. A foto do decorado apresentada como a da unidade cria exatamente esse risco.
Vale escrever o preço em cima da foto do anúncio?
Em geral, não. Nos Stories, as faixas de cima e de baixo ficam cobertas pela interface, e a foto com texto não pode voltar para o portal. Preço, bairro e metragem funcionam melhor no texto e no título do anúncio, que são campos próprios para isso.
A Campanha Começa na Captação
Quem decide a foto do anúncio pago no dia de subir a campanha escolhe entre o que sobrou. Quem decide antes da captação escolhe entre o que precisa. A diferença aparece no recorte: a mesma sala que funciona no portal pode virar uma faixa sem sentido no Stories, e não há edição que recupere o lado da imagem que o fotógrafo não enquadrou. Marque quais imóveis vão para mídia paga, peça fotos verticais dos dois ou três ambientes que sustentam o anúncio, mantenha a foto limpa e deixe preço, bairro e CRECI no texto. Por fim, confirme que a imagem é do imóvel anunciado, porque é ela que a visita vai conferir. Para a parte de vídeo da mesma campanha, o caminho está em como fazer vídeos de imóveis para redes sociais.
Escrito pela Equipe Editorial Piperz
A Piperz é o marketplace de fotografia, vídeo, drone e tour 3D para imobiliárias, com fotógrafos homologados, briefing padronizado e entrega a partir de 1 dia útil, organizada por imóvel.
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